Arte interactiva

Arte interativa é a forma de arte que envolve, de algum modo, a participação do espectador. Alguns conseguem isso fazendo o espectador andar pela obra, como grandes esculturas ou instalações, ou mesmo fazendo o espectador literalmente vestir a obra como uma peça de roupa.. Outros trabalhos incluem computadores esensores para responder a movimento, sons, calor ou outros tipos de estímulo. Muitas obras de arte na Internet ou arte electrônica são altamente interativas, fazendo o visitante navegar por hipertextos, aceitando que a participação ou a influência da audiência local ou remota altere o curso da obra.

Se distingue pelo dialogo entre a peça e o participante; mais especificamente, é habilitado a agir e muitas vezes, convidado a interagir com a obra, que, por sua vez, permite a interação. Arte interativa não deve ser confundida com outros tipos de arte que não permitem este dialogo.

Em termos de criação de grupos, ferramentas próprias, e adequação do meio, os artistas que trabalham com ‘’arte eletrônica’’ são a linha de frente na exploração da interatividade. Vários artistas adotaram cedo novas interfaces e técnicas para obter a participação do espectador; novos meios de expor a obra, como vídeos, laser,mecatrônica; novas formas de interação humano-humano e humano-máquina, como telecomunicações, jogos eletrônicos e Internet; e novos contextos sociais de interatividade, como critica social, liberação e política. O ‘’Prix Ars Electronica’’ é a maior exibição anual na Austria em Linz e concede prêmios aos melhores exemplos de interatividade. Outros festivais são o ‘’DEAF’’ na Holanda, o ‘’Transmediale’’ na Alemanha e o ‘’AV Festival’’ na Inglaterra. A ‘’SIGGRAPH’’ é outra conferencia anual que ressalta muitos artistas interativos em sua galeria.Na América do Sul o maior evento é o FILE – Festival Internacional da Linguagem Eletrônica que acontece na cidade de São Paulo no Brasil.

Digital Art Performance

Art performance ou performance artística é uma modalidade de manifestação artística interdisciplinar que pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo. É característica da segunda metade do século XX, mas suas origens estão ligadas aos movimentos de vanguarda do início do século passado.
É cuidadosamente elaborada e pode não envolver a participação dos espectadores. Em geral, segue um “roteiro” previamente definido, podendo ser reproduzida noutros momentos ou locais. É realizada para uma plateia quase sempre restrita ou mesmo ausente e, assim, depende de registos – através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos – para se tornar conhecida do público.

Origens

A performance foi introduzida na década de 1960, pelo grupo Fluxus e, muito especialmente, através das obras de Joseph Beuys.

A última década assistiu a um intenso período extraordinário de experimentação com a tecnologia do computador no campo da Art performance. A mídia digital tem sido cada vez mais incorporada ao vivo, teatro e dança, e novas formas de actuação interactiva surgiram em instalações de participação, no CD-ROM e na Internet. Em Digital Performance, Steve Dixon, apresenta relatos detalhados de profissionais-chave e performances, e analisa, o contexto artístico e tecnológico desta forma de arte nova mídia.

Joseph Beuy

Joseph Beuys (Krefeld, 1921 — Dusseldorf, 1986) foi um artista alemão que produziu em vários meios e técnicas, incluindo escultura, performance, vídeo e instalação. Ele é considerado um dos mais influentes artistas europeus da segunda metade do século XX.
Ele contactou com a arte desde a juventude, mas decidiu seguir carreira de medicina. Entretanto, com a explosão da Segunda Guerra Mundial, ele se alistou na Força Aérea Alemã.
Depois da guerra, Beuys concentrou-se na arte e estudou na escola de arte de Dusseldorf de 1946 a 1951. Nos anos 1950, dedicou-se principalmente ao desenho. Em 1961, tornou-se professor de escultura na academia, mas acabou por ser demitido de seu posto em 1972, depois que insistiu em que as suas aulas deveriam ser abertas a qualquer interessado. Os seus alunos protestaram, e ele pôde manter o seu ateliê na escola, mas não recuperou as aulas.
Em 1962, Beuys conheceu o movimento Fluxus, e as performances e trabalhos multidisciplinares do grupo – que reuniam artes visuais, música e literatura – inspiraram-no a seguir uma direcção nova também voltada para a performance. Beuys se associou ao Fluxus e se tornou seu membro mais significativo e famoso. Sua obra tornou-se cada vez mais motivada pela crença de que a arte deve desempenhar um papel activo na sociedade.
Em 1979, uma grande retrospectiva da obra de Beuys foi exibida no Museu Guggenhein de Nova York, consolidando sua reputação como um dos mais importantes artistas de seu tempo. Ele morreu em 1986 em Dusseldorf.

“Toda a gente é um artista.”
“Libertar as pessoas é o objectivo da arte, portanto a arte para mim é a ciência da liberdade.”
“Tornai os segredos produtivos.”

Steve Dixon

Steve Dixon é Professor de Performance e chefe da Escola de Artes, da Universidade.
Ele investiga novas abordagens para a criação de espectáculo teatral, incluindo a realidade virtual e do rendimento de trabalho do robô, performances telemáticas, em que locais remotos estão ligados em tempo real, e considera que a “ilusão” extra temporal criado por algum teatro tecnológica obras. Finalmente, ele define as categorias de interactividade, de navegação para participativa e colaborativa. Dixon desafios dominante abordagens teóricas de performance digital, incluindo o que ele chama de pós-modernismo é a negação do novo e oferece uma série de argumentos originais corajosamente em seu lugar.
Para documentar e analisar o desempenho prática digital contemporânea, Dixon considera as alterações na representação do corpo, espaço e tempo.

Steve é um pesquisador de renome internacional na utilização de tecnologias de informática nas artes do espectáculo, e é co-director do AHRC-financiado Arquivo Digital Performance, que criou o maior banco de dados pesquisáveis online no campo.

Fashionable Technology

Fashionable Technology é o cruzamento de Design, Moda, Ciência e Tecnologia.

Os designers mais conhecidos, institutos de investigação, empresas e artistas, são entre eles Philips, Burton, MIT Media Lab, XS Labs, New York University, Hussein Chalayan, Cute Circuit ou International Fashion máquinas são introduzidas por meio de seu mais recente, muitas vezes ainda inédito, o projecto, e um levantamento do seu trabalho até à data.

MIT Media Lab é um laboratório nos Estados Unidos, com o lema que diz:

” o futuro é vivido e não imaginado”

O Media Lab faz parte do departamento de pesquisa da escola de arquitectura e Urbanismo da MIT (Massachusetts Institute of Technology).
Partindo do princípio em que vivemos num mundo onde a tecnologia está crescendo de uma forma bastante radical, o média lab desenvolve tecnologia para as pessoas criarem um mundo melhor. O Laboratório inclui rigorosas pesquisas, programas de graduação, com as disciplinas tradicionais sendo passadas com excelência. Designers de produtos modernos, visualização de dados, peritos, pesquisadores industriais, e pioneiros do computador interfaces trabalham lado a lado para inventar e reinventar experiência como seres humanos, podendo ser auxiliada por meio da tecnologia.

Dança Contemporânea

A dança contemporânea é uma coleção de sistemas e métodos desenvolvidos da dança moderna e pós-moderna, ela é muito mais que uma técnica específica, mais até que os outros tipos reafirmam a especificidade da arte da dança.

Dança contemporânea não é teatro, nem cinema e muito menos literatura, não precisa de mensagem, de histórias e uma trilha sonora completa, como ocorre na dança clássica, onde o bailarino geralmente executa coreografias prontas e segue um roteiro coreográfico pré-concebido, diferentemente da dança contemporânea onde o corpo em movimento estabelece sua própria dramaturgia, musicalidade e história, criando outro tipo de vocabulário e sintaxe.

Para a ciência o pensamento se faz no corpo e o corpo que dança se faz pensamento, ou seja, completam-se, isso se evidencia nesse estilo de dança. Ela não se define em técnicas ou movimentos específicos, pois o bailarino tem autonomia para construir suas próprias particularidades coreográficas.

A liberdade trazida pela perspectiva não significa que ela ignora as idéias fortes e a inventividade das grandes obras de qualquer forma artística, nem mesmo um domínio técnico.

O corpo na dança contemporânea é constituído na maioria das vezes a partir de técnicas somáticas, assim trazem o trabalho da conscientização corporal e do movimento.

Para Jean George Noverre, um grande pioneiro da dança contemporânea, é necessário a transgressão das regras. Ele diz que será preciso transgredi-las e delas se afastar constantemente, opondo-se sempre que deixarem de seguir exatamente os movimentos da alma, que não se limitam necessariamente a um número determinado de gestos, isto é, não perder um determinado ponto, deixar o corpo fluir sem limites de acordo com os movimentos, não apenas executá-los e sim senti-los.

Num mundo em constante mudança, onde se tem diariamente tantas conquistas e descobertas sobre nós, ficar tratando a dança como apenas uma repetição mecânica de passos bem executados é reduzi-la a algo menor, ou seja, assim como as pessoas mudam durante o tempo, a dança também muda.

Portanto, o ser humano pode usufruir mais de suas habilidades criativas e ir bem mais longe. Esta é a proposta da dança contemporânea, na medida em que dá mais liberdade ao bailarino, o incentiva a ir além dos seus limites e a cada dia evoluir junto com a dança.

         

A dança contemporânea passou a trazer à discussão o papel de outras áreas artísticas na dança, como vídeo, música, fotografia, artes plásticas, performance, cultura digital e softwares específicos, que permitem alterações do que se entende como movimento, tornando movimentos reais em virtuais ou vice-versa. Surgindo, a partir de então, vertentes como a videodança, tornando mais híbridas as relações entre as diferentes áreas da dança.

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